Cuidados de Enfermagem no Pré-operatório – Seu Guia Completo

cuidados de enfermagem no pre-operatorio

 

Querendo saber mais sobre cuidados de enfermagem no Pré-operatório?

Veja o que você vai aprender:

  • O que é pré-operatório;
  • Definição de pré-operatório mediato e imediato;
  • Objetivo do pré-operatório;
  • Principais Cuidados de Enfermagem no Pré-operatório:
  • Cuidados no Pré-operatório Imediato na Admissão no Hospital ou Recepção no Bloco Cirúrgico;
  • Orientação prévias para o paciente sobre a cirurgia antes da internação;
  • Consentimento informado;
  • Orientação e Treinamento do Paciente antes da Cirurgia para Autocuidado no Pós-operatório;
  • Orientação sobre continuidade ou suspensão dos medicamentos de uso contínuo.

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O que é pré-operatório?

O pré-operatório inicia-se quando o médico indica e combina com o paciente o procedimento cirúrgico e começa a tomar as medidas para prepará-lo para o procedimento.

O período pré-operatório divide-se em mediato e imediato. Dependendo do tipo de cirurgia, faz-se necessário acrescentar equipamentos ou materiais específicos.

Pré-operatório mediato

o cliente é submetido a exames que auxiliam na confirmação do diagnóstico e que auxiliarão o planejamento cirúrgico, o tratamento clínico para diminuir os sintomas e as precauções necessárias para evitar complicações pós-operatórias, ou seja, abrange o período desde a indicação para a cirurgia até o dia anterior à mesma;

Período imediato

Corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia e tem por objetivo preparar o cliente para o ato cirúrgico mediante os seguintes procedimentos: jejum, limpeza intestinal, esvaziamento vesical, preparo da pele e aplicação de medicação pré-anestésica.

Qual o principal objetivo do pré-operatório?

De um modo geral, o objetivo do pré-operatório é garantir adequada preparação do doente para cirurgia, promovendo assim a segurança cirúrgica e o bem estar do paciente.

Principais Cuidados de enfermagem no pré-operatório 

1) Orientação prévias para o paciente sobre a cirurgia antes da internação

  • Pode ser dada na pós-consulta médica do dia ou em em consulta pré-operatória de enfermagem;
  • Apresentar-se, explicar o objetivo da sua intervenção e se colocar à disposição para informação adicionais;
  • Perguntar o que o paciente já sabe sobre a cirurgia. Fornecer informações e complementar as orientações dadas pelo médico. Tirar dúvidas sobre cuidados pré-operatórios prescritos pelo cirurgião como: banho pré-cirúrgico, tricotomia, limpeza intestinal, interrupção ou continuidade de medicamentos, etc. Recomendar não usar maquiagem, esmalte de unha ou objetos metálicos (joias, prendedores de cabelo, medalhas, etc.);
  • Rever e explicar ao paciente sobre o preparo para a cirurgia. Dependendo do tipo de cirurgia, pode ser necessário preparo intestinal como uso de laxantes ou enemas no dia anterior. Remover pelos só é necessária quando os pelos próximos à incisão prejudicarem o curativo. Deve ser feita logo antes da cirurgia com máquinas elétricas próprias para o corte (tonsura) e não com lâminas, pois essas aumentam o risco de infecção da ferida cirúrgica;
  • Usar impressos, folhetos, webpages, vídeos, etc para facilitar essas orientações. Como o paciente cirúrgico recebe orientações de múltiplos profissionais (cirurgião, anestesista, médicos clínicos e especialistas, enfermeiros etc.), é preciso ter habilidade para fazer uma orientação colaborativa, evitando controvérsia desnecessárias;
  • Explicar e fornecer informações impressas sobre a rotina do hospital para o tipo de cirurgia para o tipo de cirurgia proposta (internação ou paciente-dia, sala de espera pré-cirúrgica, entrada no bloco, sala e mesa e cirúrgica, sala de recuperação pós-anestésica, unidade pós-cirúrgica e alta).
  • Explicar sobre a cirurgia e anestesia a ser usada, rotina e duração dos procedimentos, documentos necessários à internação, relatórios, exames e guias que devem ser levados, jejum e abstinência de bebidas alcoólicas, preparo específico. Pedir para evitar trazer objetos de valor, para usar roupas e sapatos confortáveis;
  • Para pacientes de outra cidade, encaminhar para orientação com pessoal administrativo e assistente social sobre transporte e hospedagem;
  • Avaliar com paciente nível de ansiedade e preocupações relacionadas à cirurgia com objetivo de tranquilizá-lo. Estimular o paciente a manifestar seus medos, sentimentos e emoções. Tentar reduzir a ansiedade e medo com orientações, distração e medidas auxiliares adaptadas às necessidades e cultura do paciente (informações complementares específicas, apoio espiritual para pacientes muito religiosos, apoio psicológico para casos específicos como cirurgia bariátrica, mastectomia, cirurgia mutiladoras, cirurgia de maior risco como cardiovascular ou neurológica e etc. Avaliar necessidade de ansiólise antes da cirurgia e comunicar ao médico responsável.

2) Consentimento informado

Explicar e resolver sobre o consentimento informado que deve ser assinado pelo paciente e pelo cirurgião. Essa atribuição é geralmente do médico e do pessoal administrativo. Compete ao enfermeiro somente checar que foi cumprida. Em alguns serviços, o paciente só é admitido no bloco cirúrgico ou mesmo no hospital se esse documento estiver assinado.

3) Orientação sobre continuidade ou suspensão dos medicamentos de uso contínuo

É uma atribuição do cirurgião ou do médico que fez a avaliação de risco cirúrgico. Se o paciente usa alguns medicamentos e não recebeu orientação sobre medicamentos que deveriam ser suspensos para a cirurgia, encaminhar especificamente ao médico, cirurgião ou anestesista. Dependendo da rotina do serviço, essa orientação pode ser dada pelo enfermeiro.

4) Orientação e Treinamento do Paciente antes da Cirurgia para Autocuidado no Pós-operatório

  • Orientar sobre a rotina do pós-operatório, como alimentação, movimentação, controle da dor, micção e evacuação, repouso, movimentação precoce, acompanhante, cuidador, visitas, realimentação, reabilitação respiratória e motora, tempo provável de internação, retomada de medicações de uso contínuo, etc.
  • Envolver tanto o paciente como seus familiares (cuidadores) nessas orientações e treinamentos;
  • Combinar previamente a estratégia de analgesia no pós-operatório e estimular o paciente a comunicar a dor;
  • Informar e descrever previamente para o paciente qualquer evento previsível quando acordar no pós-operatório, como dor, sondas, visão borrada (gel protetor ocular), confusão mental transitória, drenos, intubação e ventilação, monitorização, recuperação em UTI, etc. para evitar a ansiedade, confusão ou que fique agitado ao acordar;
  • Ensinar previamente técnicas de respiração profunda e lenta, respiração diafragmática, treinamento com incentivadores de sopro e tosse profunda (após inspiração profunda) e protegendo o tórax ou incisão, com as mãos entrelaçadas e apoiando-a sobre um travesseiro;
  • Se a cirurgia for demorar meses, telefonar para o paciente uma semana antes para ver se tem alguma dúvida.

5) Cuidados de Enfermagem no Pré-operatório Imediato na Admissão no Hospital ou Recepção no Bloco Cirúrgico

  • Confirmar junto com o instrumentador se todas as próteses, órteses e materiais especiais estão disponíveis;
  • Confirmar a reserva de sangue ou plaquetas nos casos prescritos. Geralmente a reserva de sangue é feita como rotina para cirurgia de grande porte, sobretudo cardíacas e ortopédicas, e para cirurgia de porte médio quando se antecipa a probabilidade de maior perda de sangue durante a cirurgia. Pacientes com plaquetopenia (quimioterapia, depressão medular, púrpura trombocitopênica idiopática, etc.) podem precisar de transfusão de plaquetas, além de reservar plaquetas para transfusão durante a cirurgia;
  • Pacientes internados previamente devem ser levados para a sala de cirurgia cerca de 30 a 60 minutos antes do início da anestesia, vestido apenas com avental e gorro devidamente coberto com cobertores suficientes (atenção ao ar condicionado do bloco cirúrgico). Pertences e valores ficam com o acompanhante;
  • Para pacientes internados, os medicamentos a serem dados antes da cirurgia podem ser prescritos sem horário exato especificado para ser dado quando o bloco cirúrgico avisar que o horário da cirurgia está confirmado. Essa medicação de sedação ou antibioticoterapia profilática deve estar preparada para ser dada assim que bloco cirúrgico avisar. Se for deixada para fazer já no bloco, parte do seu efeito benéfico será perdido;
  • Ao receber o paciente no bloco, tratá-lo pelo nome, mas pedir para ele repetir o nome completo, data de nascimento, ou nome da mãe, o nome do cirurgião responsável, o tipo de cirurgia que vai fazer e a lateralidade como primeira verificação do Checklist Cirurgia Segura. Fazer essa checagem junto com o acompanhante. Pedir que o paciente assinale na própria pele com caneta dermográfica o local da cirurgia para assegurar a lateralidade, especificidade (qual dedo, por exemplo) ou altura (da coluna, por exemplo). Perguntar se paciente ou acompanhante tem alguma dúvida ou problema pendente. Conferi dados na pulseira de identificação e prontuário.
  • Rever com o paciente e anotações do prontuário como passou as últimas horas, confirmar se está de jejum (nos procedimento eletivos, pelo menos 8 horas para alimentos gordurosos, 6 horas para sólidos, 4 horas para líquidos como leite e 2 horas para água), se tomou medicação de uso regular, abstinência de álcool e cigarros, alergia ainda não declaradas, se urinou ou evacuou ou precisa de assistência para usar o banheiro (risco de queda nos sedados);
  • Rever os medicamentos que o paciente já tomou em casa ou no quarto antes de descer para o bloco cirúrgico para evitar erros de tomadas duplas ou omissão de tomada;
  • Antes de dar qualquer sedativo pré-anestésico, confirmar que foi assinado o consentimento informado e se o paciente tiver alguma dúvida sobre riscos e alternativas, pedir ao cirurgião que converse novamente com ele;
  • O paciente externo é encaminhado ao vestiário de pacientes onde deve tirar toda a sua roupa e vestir o avental próprio, fechado na frente e amarrado atrás (desamarrado antes de colocar o paciente na mesa cirúrgica) e gorro. Se o paciente for entrar andando no bloco, providenciar propés para proteger seus pés descalços;
  • Recolher e guardar em local fechado em saco plástico bem identificado ou entregar ao acompanhante na frente do paciente suas roupas junto com todos os pertences (documentos, carteiras, joias, alianças, telefone, óculos).
  • Cuidar para que não fiquem objetos metálicos como prendedores de cabelos ou medalhas, dentaduras e próteses dentárias móveis, etc. Apenas relatórios médicos, exames e prontuários ficam com o paciente.
  • Combinar com os acompanhantes onde devem esperar, conferir com eles os pertences e roupas do paciente entregues e deixar que se despeçam do paciente.

Aproveite e confira o artigo Cuidados de Enfermagem em Traqueostomia. 

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Referências

OLIVEIRA, Reynaldo Gomes de. Blackbook enfermagem. Belo Horizonte: Blackbook editora, 2016.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Profissionalização de auxiliares de enfermagem. Brasília: Ministério da Saúde, 2003.

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